Painel de Operações
O monitoramento dos sistemas da empresa virou um escritório em 3D: cada sistema é um boneco, e dá para ver de longe, na TV da sala, quem está bem e quem caiu.
- 71 checagens a cada 30 segundos, em 7 sistemas e no que eles usam de fora
- 18 personagens, cada um com barra de vida em cinco degraus
- As sondas só leem: nenhuma escreve, reinicia ou entra com o usuário de outro sistema
Como era antes.
Sete sistemas rodam num servidor só, dentro da empresa, e dependem de coisas que ninguém ali controla: a internet, o ERP na nuvem, a SEFAZ. Quando algo parava, quem avisava era o usuário, no balcão ou pelo telefone.
Os casos que mais doeram nem eram queda. Era sistema de pé e travado por dentro: fila que não andava, nota que não saía, rotina agendada que parou de rodar sem avisar.
O que mudou.
Um coletor roda no próprio servidor e faz 71 checagens a cada 30 segundos: processos, páginas, bancos, rotinas agendadas, endereços públicos e leituras de uma linha em cada assunto do ERP. Ele só lê, e guarda as últimas 24 horas num banco que é só dele.
A tela começou como painel de sala de controle, com cartões apagados quando está tudo normal. Depois virou um escritório: cada sistema é um boneco com barra de vida. Falha isolada é um espirro, erro repetido adoece aos poucos, serviço fora do ar derruba na hora. O servidor é o zelador, e é ele quem atravessa o prédio para socorrer quem caiu.
Duas regras deixam a cena honesta. Só o culpado adoece: quem depende de algo que caiu fica esperando na porta, com o pedido na mão. E pendência de negócio não é doença, é papel empilhando na mesa.
No computador a maquete aceita clique: gira, aproxima e abre a ficha de cada sistema, checagem por checagem. Na TV ela fica parada na vista geral, e se a máquina esquentar a cena 3D dá lugar aos cartões sozinha.
Por dentro.

Um clique no boneco aproxima a câmera e abre a ficha: o que é o sistema, a saúde, de quem ele depende e cada checagem com as últimas 24 horas em fatias de 15 minutos. 
Sistema fora do ar: o boneco cai, o chão da sala fica vermelho e a faixa do topo diz o que parou e desde quando. O servidor sai da sala dele e vai socorrer. Esta queda é encenada por um parâmetro no endereço, nada foi derrubado para a foto. 
A internet caiu, e só ela adoece. Quem depende dela vai para a beira da sala e espera, com o crachá cinza. Assim a tela aponta a causa, em vez de acender vermelho em tudo. 
A mesma informação em cartões, que é a versão leve e a que entra sozinha se o servidor esquentar. Tudo apagado quando está normal: a cor aparece só no que foge do normal. Este alerta também é simulado. 
Às 10h e às 15h30 o pessoal da casa vai até a mesa do pátio pegar pão de queijo. Não mede nada. É o que faz alguém olhar para a TV num dia em que está tudo bem, e é nesse dia que o painel precisa continuar sendo olhado.